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Coisas da vida Um velho índio descreveu, certa vez, seus conflitos internos:
É verdade que todos nós vivemos em conflitos, e sabemos,mais do que ninguém que temos dois lados dentro de nós: o bom e o mau. Se alimentarmos o mau com certas mesquinharias e atitudes negativas,com certeza, esse lado vai ganhar e consequentemente aparecerá para as pessoas. Mas, se por outro lado, alimentarmos o nosso lado bom, com atitudes positivas,bondade,atos humanos,delicadeza,e bom humor, é mais do que certo que o cachorro do bem ganhará a briga! QUE DEUS POSSA NOS ORIENTAR A CADA MANHÃ a dar o alimento certo ao cachorro certo! Eugênia Morais Escrito por Eugênia Morais às 09h19 [ ] [ envie esta mensagem ]
Nós estávamos dançando no Bambara como costumamos fazer todas as quartas e sextas feiras quando Morais me mostrou ao nosso lado um senhor,bem velhinho ,dançando no mesmo ritmo que a gente. Pensei em voz alta e disse: " ele deve ter uns 80 anos". Em certo momento paramos de dançar e nos sentamos. O velhinho continuou lá dançando e mudava de parceira várias vezes. Na mesa onde ele se encontrava estavam cinco senhoras, e elas se revezavam e iam dançar com ele. Ficamos durante um bom tempo observando encantados a alegria dele e a sua postura dançando com elegância. Era um senhor de cor, os cabelinhos branquinhos. Tinha uma estrutura pequena e parecia frágil fisicamente, porém se mantia ereto e com a cabeça para cima o tempo todo. Ele sorria muito e rodopiava com sua dama com disposição e desenvoltura. Ficamos quase uma hora sem nos levantarmos para dançar, só observando o velhinho e curiosos para ver quando ele ia se cansar. Acabamos desistindo pois o velhinho dançarino não parava. Quando finalmente a Banda que estava tocando falou que ia dar a tradicional paradinha de quinze minutos de intervalo, o velhinho veio se sentar. Morais então olhou para ele e fez sinal de positivo, e é claro, parabenizou-o e perguntou a sua idade.Então ele tirou a carteira de identidade do bolso e sorrindo, todo orgulhoso nos mostrou. Avidamente peguei a carteira e vi lá a data de nascimento: 1914!! Nossa, ele tinha 90 anos completos em abril!! Se me falassem que ele tinha essa idade eu não acreditaria!! Uma das senhoras que estava com ele se aproximou e completou: " e se deixar ele dança a noite toda!" . E o velhinho dançou todas as músicas que tocaram naquela noite: pagode, axé, samba e o que tocasse! Ele não parou! Quando deu mais ou menos umas duas horas da manhã , as senhoras quiseram ir embora e ele disse que estava cedo! Saiu dançando ao som de música axé e foi assim se balançando até a porta de saída, olhando para trás com olhar de quem queria ficar até o fim. Falei para Morais: " Estamos no caminho certo! Vamos continuar assim dançando.Quem sabe a gente fica assim com essa disposição até os 90 anos?? Confesso que me animei! Se Deus nos permitir saúde e pernas inteiras e firmes, estaremos dançando juntos até morrer! Será que vamos ter essa sorte do velhinho? Escrito por Eugênia Morais às 20h18 [ ] [ envie esta mensagem ]
Estava precisando fazer uma faxina em mim... Visitem os sites maravilhosos de Rosy Beltrão: www.rosybeltrao.prosaeverso.com
Escrito por Eugênia Morais às 21h25 [ ] [ envie esta mensagem ] Perdas e danos Perdi meu pai aos 20 anos de idade. Estava me preparando para sair num bloco de carnaval com uma prima, quando minha tia chegou lá em casa para dar a notícia. Meu pai, que estava separado da minha mãe há 3 anos, foi assassinado por um marginal. A notícia dada de uma forma nua e crua, mexeu com toda minha vida naquele momento. Ele reagiu e como estava armado, o assaltante tomou a arma das mãos dele e o matou. Quase 10 anos após, aconteceu outra tragédia na minha vida. Desta vez, foi com meu irmão de apenas 36 anos. Um engenheiro super bem sucedido profissionalmente, sério, honesto, pais de 3 criancinhas ( 2, 4 e 5 anos). Fiquei chocada pela crueldade do crime. Ele não tinha inimigos, apenas pessoas que invejam o posto que ocupava, a sua inteligência ( sempre foi estudioso e esforçado) e a sua capacidade de comandar uma grande empresa de petróleo. A ambição e a inveja do ser humano, o matou. Ninguém até hoje soube quem mandou matá-lo. Lembro, que na época , minha filha estava com 01 aninho de idade e eu estava eufórica com a vida. De repente, tudo desmoronou... Clamei Deus com toda minha alma e ele me levantou do abismo e consegui seguir em frente. Um ano depois nasceu meu filho, no qual coloquei o nome de meu irmão, como uma homenagem. O tempo passou e a dor da saudade agravava-se pelo fato de minha mãe vir morar conosco, e sempre chorava lembrando dele. Há 8 anos, minha mãe foi atropelada em frente ao meu prédio. E eu vi tudo. Novo drama. Desta vez, envolvendo meus filhos, principalmente o menino que estava acostumado com ela. Dormiam juntos e ela era super apegada à ele. Mais uma vez, clamei o meu Deus, e Ele me deu o consolo. Éramos 4, e agora estou só, sem eles. Mas Deus me deu uma nova família, mais 3 pessoas maravilhosas que me fazem sorrir e querer continuar vivendo. Mas a danada da saudade e as lembranças persistem e às vezes, mesmo tanto tempo depois,me revoltam. Me revolto com a maldade, com a violência, com a inveja, e com todos esses sentimentos cruéis que fazem homens se matarem como animais irracionais. Mas encaro tudo isso, como coisas da vida. A gente vem aqui nesse mundo para passar algum tipo de coisa. E tudo isso foi reservado para mim. Mas, embora eu ande no meio da angústia, tem alguém que me revivifica. Alguém a quem louvarei, aconteça o que acontecer. E esse alguém está acima de tudo isso de ruim que acontece por aqui. Esse alguém tem suas mãos estendidas para mim e é nelas que seguro para continuar vivendo. E sempre vou segurar... " Deus reserva os mais fortes estimulantes para os mais profundos abatimentos"
Escrito por Eugênia Morais às 21h11 [ ] [ envie esta mensagem ]
O dia que quase cai morro abaixo! Essa aconteceu no ano passado. Viajei com minha filha, uma prima e uma tia para passar uns dias no Rio de Janeiro. Como estava só, sem o marido por perto pra me regular, brinquei muito com as meninas e a minha tia. Ríamos muito e fazíamos brincadeiras por minuto. Eu era a palhaça da turma.Era uma verdadeira maravilha estar alí naquela cidade maravilhosa e levando a vida numa boa. Uma tarde, fomos visitar o Pão de Açucar. Tomamos bondinho, tiramos bastante fotos, brincamos de falar inglês e espanhol,filmei as favelas cariocas e até conversamos com uns meninos franceses. Depois, quando voltamos, tomamos um táxi,subimos uma ladeira e fomos lá em cima no Morro de Santa Marta. De lá, uma vista maravilhosa,encantadora me deixou completamente apaixonada pelo Rio. Via a cidade do Rio lá embaixo e também um enorme e profundo precipício. Falei animada para minha filha: - Que lugar lindo! Vou tirar uma fotos perigosas alí naquela ponta. Ela me olhou preocupada e disse: - Máe, ai é perigoso. Pode escorregar.Por favor, não vá. Mas eu , animada e assanhada (normal) achei que teria que tirar alí sim! E fui. Me sentei na grama, bem na ponta do morro e sorri para as fotos. Minha filha agoniada, pedia para eu sair logo dali. Quando levantei, logo após ter pousado para essa foto ai em cima, o pé escorregou e eu... gelei! Me vi caindo!! Minha filha deu um grito. Minha prima tapou os olhos e minha tia gritou: - Ai meu Deus! Na parte de cima haviam uns turistas que fizeram cara de espanto e me chamaram de crazy. Foi tudo muito rápido. Acho que Deus me segurou naquele momento. Só sei que dei um pulo e escapei de cair... Foi por pouco. Fiquei me tremendo um bom tempo, mas logo depois comecei a fazer brincadeira, dizendo que iria sair a notícia no Jornal Nacional à noite. E meu marido, tadinho, ia tomar um susto.Além de ficar viúvo. Já imaginava a notícia: " Baiana cai no despenhadeiro, após posar para fotos no Rio" . Minha filha ficou tão chocada que nem riu com minha brincadeira, e ficou sem rir até o outro dia. Não era a hora ainda de eu morrer. Imagina! Que morte mais sem graça!! Escrito por Eugênia Morais às 17h13 [ ] [ envie esta mensagem ]
E pra piorar, lá fora está chovendo... Fico assim, com cara de tristeza e coração apertadinho um bom tempo. Mas,aí ouço uma voz do presente: -Mãe,tá na hora, vamos! Lembro de Deus e o quanto Ele me ama e cuida de mim.Não, não tenho motivos pra estar assim, afinal estou viva,tenho um amor, tenho filhos, tenho amigos,tenho saúde. Por quê ficar triste? O sol vai chegar daqui a pouco mesmo... Vai tristeza,vai embora... - Peraê filho, mamãe já tá indo... O amor conforta como o sol depois da chuva.William Shakespeare. Escrito por Geninha às 14h33 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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